Quem eu sou eu? ...Te conto no caminho... Se o nosso caminho for o mesmo!
Meu filho Igor com 1 ano no dia do batizado dele. Todo vergonhoso!
Meu filho Igor hoje, 16 anos se passaram e depois que você chegou em minha vida, o mundo ficou melhor. Te amo meu filho.
#
Hoje me deu uma saudade do tempo em que meu filho era um pinguinho de gente.
Comecei a recordar as coisas que ele dizia e eu tinha que adivinhar. Agora quando conto pra ele as coisas que ele fazia e a forma como ele dizia, ele acha graça, e custa a acreditar.
Apu era água, cabeful era carrefour, duichi era ir comer sanduiche no m'cDonalds, lananja era laranja,fofanti era elefante... e assim era o dicionário do Igor, só eu entendia.
#
Igor não era uma criança medrosa, talvez porque desde cedo ele brincava com aqueles monstrinhos de desenhos japoneses, do ultraman, power rangers,dinossauros... Quando retornamos ao Brasil ele estava com 2 anos e meio, e era piscar o olho que ele saia correndo.
Kyara, ou melhor , KIKI,é nossa cachorrinha de estimação a quase 4 anos, é uma Dachshund de pedigree.
Kiki chegou em nossa casa em um embrulho de presente,após minha mãe resolver que iria presentear meu filho com 1 animal de estimação.
(minha mãe participando de um festival de karaokê)
Quando ela se casou com meu pai,ela foi obrigada por ele a largar de trabalhar e estudar,depois de 10 anos ela decidiu que iria retomar os estudos,lembro das muitas brigas que aconteceram todas as vezes que ela saia a noite para estudar,e muitas vezes fui acordada por ela batendo na janela de meu quarto para que eu abrisse a porta de casa pois meu pai trancava a porta.
Mas ela não desistiu e conseguiu se formar no magistério. Começou a lecionar como substituta em algumas escolas no matutino,vespertino e noturno.
Nos finais de semana costurava pra fora e ainda fazia trabalhos escolares contratada por alguns alunos,tudo isso para ajudar no orçamento de casa.
Segui o mesmo caminho,cursei o magistério e fui lecionar na mesma escola que minha mãe lecionava.
Quando abriu a faculdade em minha cidade, ela decidiu que iria prestar o vestibular e fazer pedagogia.Isso ajudaria ela elevar o nível, já que nessa época ela já havia prestado concurso e era efetiva em 2 períodos.
Ela conseguiu passar no vestibular com a melhor média, passou em 1º lugar e com muito custo se formou pedagoga.
Por causa do serviço dela, quase não sobrava tempo para nós.Na época em que ela costurava eu e meu irmão ficávamos sempre perto brincando,nossa maior diversão era fazer "cabaninha" sob a mesa que ficava ao lado da máquina de costura. Enquanto costurava ela nos contava um monte de estórias e piadas.
Quando chovia ela nos fazia ficar sob a mesa e dizia que era pro Bululum(trovão) não achar a gente,e por muito tempo acreditamos que esse bululum era perigoso pois o barulho dele era horrível.
Depois que ela começou a lecionar era raro os momentos que ficávamos com ela,lembro que na escola sempre quando tinha reunião dos pais ela nunca estava presente sentada com os pais,por que ela estava em reunião com os pais dos alunos dela, e nas homenagens de dia das mães também era impossível ela comparecer por que estava na escola dela com os alunos dela. Isso nos entristecia muito,também por que nossos professores nos cobravam boas notas e comportamento por sermos filhos de professora.
Essa época escolar foi difícil pra gente compreender a ausência de nossa mãe.
Mas passou, logo crescemos e na adolescência essa ausência foi superada.
A ausência dela , ela nos compensava com presentes e o necessário. Estávamos sempre bem vestidos e a secretária doméstica que ela contratou trabalhou em nossa casa por quase 15 anos e nós adorávamos a Marla, a secretária.
Depois de muitos anos lecionando,minha mãe resolveu largar tudo e vir pro Japão conhecer o país dos pais dela e amou tanto o Japão que não quis mais retornar.
Hoje ela se diz uma pessoa feliz e realizada, pretendendo agora concluir o exame de proeficiência de língua Japonesa nível 1, e depois começar a estudar outras línguas e culturas.
Minha mãe antes de ser avó sempre dizia que jamais permitiria ser chamada de vó,pois ela se sentia nova e o título não lhe ia soar bem, mas quando seu primeiro neto nasceu(meu filho) ela fez questão de falar pra todos os amigos e parentes que o "neto"dela havia nascido. Vai entender né?
Mas ela além de mãe, é uma avó linda e muito querida,e os netos curtem bastante essa batiãn(avó).
Minha mãe tem uma disposição que eu admiro muito, a bateria dela dura 24hs, eu não consigo acompanhar o pique dela,rs.
Mas amo minha mãe e me sinto abençoada por Deus em poder ter ela perto de mim, comemorar juntas essa data e ser filha dessa mulher tão especial.
Jantamos em um restaurante e presentiei minha mãe com 4 perfumes(Francês) que ela gosta e uma blusa que eu mesma costumizei de acordo com o gosto dela,cheia de aplicações e muito brilho.
O principal personagem do Glauco é um consumidor inveterado de uns 30 anos, solteiro que mora com a mãe - com quem tem uma relação neurótica- e continua virgem até hoje. Geraldão bebe, fuma muito, vive atacando a geladeira e toma todos os remédios que vê pela frente. No começo, ele usava uma calça sem elástico. Hoje, passa o dia todo peladão. Geraldão foi criado para o livro independente "Minorias do Glauco", lançado em 1981. Até hoje esta tirinha é publicada na Folha de S.Paulo.
(clique nas charges para ampliar)
Se você quiser ver todos os personagens criados por Glauco entre AQUI.
Meu Blog esta de Luto
Faleceu o prefeito de Ibiúna (SP), Darcy Pereira Leite, morreu na manhã do dia 11/06/2009 quinta-feira em São Paulo. Ele tinha 55 anos e estava internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein. Na manhã do dia 20/5, Darcy sofreu uma parada cardiorrespiratória em seu gabinete, sendo transferido no mesmo dia para a capital. Em nota, o hospital esclareceu que a morte foi provocada por choque cardiogênico e parada cardíaca, que levaram à falência múltipla dos órgãos.
Abaixo uma homenagem feita a ele.
(FOTO:minha cachorrinha Kyara)"kiki"p/os q a amam)
Focinhos
Claudia Zippin Ferri
Ah, se as pessoas soubessem o que há por trás de um focinho,
Focinho úmido, geladinho,
Preto, marrom, desbotadinho,
Simples e lindos focinhos.
.
Ah, se as pessoas soubessem o valor de um focinho,
Focinho medroso ou metido, Focinho manhoso, carinhoso,
Simples amigos focinhos.
.
Ah, se as pessoas tivessem ao menos um focinho,
Não sobre o próprio rosto,
Mas em carne, pelo e osso, Fonte pura de carinhos.
.
Ah, se as pessoas protegessem os focinhos,
Focinhos que vivem sozinhos, Amores desperdiçados;
focinhos amargurados, Focinhos pra todo lado.
.
Ah, se as pessoas conhecessem os focinhos,
Quanto amor, quanto carinho, Anjos peludos, sem narizinhos.
Anjos fofos atrás de focinhos.
.
Ah, se eu pudesse ver todos os focinhos, Amados e acolhidos,
Crianças da criação, anjos de bem querer,
Focinhos em plena evolução.
.
Ah, se as pessoas soubessem, Quanto amor e dedicação,
Quanta vida, quanta paixão, Quanto vale o amor de um cão.
Ah, se eu pudesse mostrar para todos, o valor de um focinho,
A gratuidade de um carinho, O que existe de verdade,
Por trás de um simples focinho.
É fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica? Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes. Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo. As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem. Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia? Acho que é amor. Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo? Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam. Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso. A maioria das pessoas não só deixa ,como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção.
(Martha Medeiros)
*Este texto eu dedico aos meus amigos(as) VERDADEIROS (as)e ESPECIAIS,aqueles(as) que nem é preciso eu citar nomes...Pois eles(as)sabem o quanto eu os(as) quero bem.