...A pontuação é a respiração da frase e minha frase respira assim. E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar! ...
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Este texto maravilhoso,verdadeiro e muito bem escrito eu retirei do blog PECADOS ÍNTIMOS da TEREZA.
Tenho um gosto duvidoso e audacioso. Um pouco travoso, eu admito.
Essa mania de ser e querer tudo diferente fez da minha vida um carrossel de emoções. Eu digo e repito sem vergonha, tenho uma queda pelo lado negro da força.
Adoro o tipo de homem cafajeste, canalha, galinha, safado, sem vergonha, cachorro, filho da puta, enfim...Vou parar de xingar porque eu gosto... Onde eu tava mesmo? Ah, sim, bem, continuando... Se eu não tenho vocação para santa porque gostaria de padres, frades, monges budistas?Odeio homens bonzinhos. Aqueles com cara de bobo da corte e com beijos babados. Geralmente, mandam mensagem de hora em hora, insistem no encontro e os braços parecem tentáculos. Vejam bem, não sou mulher de malandro, mas me excita o prazer do jogo de sedução, o embate velado, a atmosfera de mistério me envolvendo. Ser ou não ser? Adoro saborear cada dúvida da conquista, como um licor bem caro.Homens canalhas têm um brilho raro, um charme peculiar. Parece encanto. Eles tem o dom de deixar qualquer uma perdida porque conhecem os desejos da mente feminina. São a promessa de diversão garantida, com habilidades (manuais?) e apetite sexual. O homem cafajeste muito me interessa pelo senso de humor, inteligência e o gosto refinado (nem todos, ok?), mesmo se perdem o padrão de qualidade. Afinal, se não fossem bons de cama, não tinha tanta mulher na fila pedindo bis. Eles têm prazer em experimentar todos os tipos de mulheres para exercício de vaidade. E não falo do cafajeste que te faz mil promessas e depois descarta feito papel de bombom. E sim daquele que te conduz ao delírio e mantém sua presa por vontade porque o gostoso mesmo é aquela sensação de perigo iminente. Você sente a vertigem de cair a qualquer momento num abismo, sem salvação. E de repente, você está prestes a comenter o maior erro: exigir exclusividade. Isso é algo raro para eles. No mínimo podem oferecer uma estabilidade a mulher que aceitar sua 'índole'.Não se trata de masoquismo. A intensidade das emoções de uma vida afetiva instável pode ser excitante. A imprevisibilidade tem um charme. Se ele for comprometido, o desejo cresce vertiginosamente. O proibido é o combustível do desejo. Quando conheci meu namorado, o motivo da atração instantânea foi o fato dele ser um galinha inveterado. Agora me excita a idéia de tê-lo como 'meu' porque o tornei proibido para as demais. Adoro saber que meu homem é desejado e cortejado por outras mulheres, mas só eu posso ter (será?). O sentimento de posse me dá um estranho prazer. E mesmo que ele fique com outra, é apenas o corpo matando sua fome. É a minha vaidade que impera, é a necessidade do poder, sou possessiva e egoísta. Não gosto de dividir. E tem desafio maior do que conquistar alguém que nunca foi exclusividade de ninguém?Um dia , todo canalha muda sua sina. Um dia, o galinha acha a mulher para deixá-lo na linha. E hoje, mesmo vivendo de ciúmes do passado que o condena, agradeço todas as mulheres que passaram pela sua cama porque em todos os corpos , em todas as bocas, ele procurava por um fim. Só provando os vinhos, você reconhecerá o melhor sabor. Agradeço a todas, por tê-lo preparado para mim.
SIMPLICIDADE DE UMA MULHER MADURA
Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado... seria bom se fosse alegre e amigo...Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo,mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse... Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais.Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se.Descobri então, que precisava de um rapaz estável.Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida; mas era muito chato:queria sempre as mesmas coisas: dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo.Era totalmente previsível e nunca nada o excitava.A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo.Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum.Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz.No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.Procurei bastante, incansavelmente...Quando cheguei nos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão.Apartamento próprio, casa na praia, carro importado... solteiro e sem rolos!Pensei logo em casar com ele.Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira...
Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro...E só!
Nada como a simplicidade .
(* Esse texto foi encontrado por uma amiga em algum lugar,nw sei onde e ela me enviou por email,lógico que eu tinha que compartilhar com vcs)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Regra geral eles aborrecem-me. Eles, os homens.
Todos em geral, nenhum em particular. Exceptuam-se as excepções. Raras. Aborrecem-me os homens com quem tenho uma conversa de 10 minutos dos quais adivinho o diálogo de 5. Aborrecem-me os homens previsíveis, elementares, básicos. Gosto de homens que jogam xadrez comigo. Partidas interessantes com jogadas inesperadas. Não gosto dos que não vão a jogo quando este já começou. Isso não é uma jogada. É falta de caráter. Aborrecem-me homens com falta de caráter. A esses se faz um xeque-mate na curva. Aborrecem-me os homens desatentos a pormenores. Nem falo dos meus. Os deles. Homens que me vomitam meia dúzia de vinhos excelentes, mas que se trocam todos na hora de combinar a gravata com a camisa. Ou os que me mandam emails ou SMS abreviadas com x’s e k’s. Homens que não sabem que até para se escrever um kridíssima e soar bem é preciso ter um charme natural inatingível à maioria. Aborrecem-me os homens com os seus preconceitos e idéias pré-fabricadas, pré-congeladas e prontas a consumir diante de qualquer fêmea. Aborrecem-me homens de vistas curtas e fasquias baixas. É assim tão complicado para alguns cavaleiros aceitarem que a mesma mulher que sabe que Chardonnay é uma uva e os espargos comem-se com a mão também possa saber mudar o pneu do seu próprio carro? É assim tão complicado perceber que uma mulher que goste de sexo possa ser simultaneamente meiga, carinhosa e preocupada? Aborrecem-me os homens que se acham espertos quando nem inteligentes o são. Aborrecem-me os que têm conhecimento de enciclopédia, mas de vida (a real) não sabem nada. Os que não sabem argumentar, mas que adoram uma discussão em espiral. Gosto de homens com quem consigo trocar impressões sobre todos os assuntos, com discursos eloqüentes dos quais bebo as palavras com o mesmo prazer que bebo um bom vinho. Aborrecem-me os homens que não percebem que entram em mim pelo cérebro. E daí, com passagem (ou não) pelo coração chegam (ou não) ao sexo. O sexo não é um meio nem um fim. Talvez um complemento de algo consistente a complementar. Aborrecem-me os homens. E gosto deles. Mas com 32 anos, sei muito bem o que pretendo dos homens. E abaixo da minha fasquia não vale a pena. É um investimento de alto risco com poucas probabilidades de algum retorno. Porque com esses até o sexo é aborrecido.
Há homens assim.
Que nos entram pela vida adentro sem pedir com licença ou desculpe qualquer coisinha.
Que nos descobrem e tocam no nosso eu mais íntimo, quando nós pensávamos que já não havia mais nada para descobrir ou tocar. Que nos deixam horas a olhar para o vazio sem saber o que pensar e dizer, quanto mais o que escrever.
Que nos criam inéditos pudores em revelar o que vivemos, o que sentimos e o que fizemos. Há homens assim. Únicos, diferentes e no fundo tão normais dentro da desejada normalidade. Tão sedentos de vida feliz que só desejam no início de cada dia, chegar à noite e adormecer a sorrir. Serenos. Que não me aborrecem, que escutam e que falam, que aprendem e que ensinam, que dão e que recebem.
Que me fascinam. E que sabem até conjugar os verbos de forma honesta. E porque há homens assim, seria justo que um dia eu me cruzasse com um. E seria justo que nesse dia, nem que fosse apenas nesse dia, eu tivesse tudo a que tenho direito. Nem mais nem menos. Hoje é o dia.