...A pontuação é a respiração da frase e minha frase respira assim. E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar! ...
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sábado, 26 de junho de 2010

A VIDA e suas VOLTAS

Quando eu tinha 16 anos comecei a praticar o voleibol na escola, de imediato me apaixonei por este esporte. Quando eu não estava na escola estudando, eu estava na quadra jogando. Este esporte se tornou minha paixão, e meus pais incentivaram bastante, me compraram tudo que era preciso para que eu pudesse treinar com afinco e segurança. Foi então que surgiu um campeonato escolar de volei, e cada escola teria um time para representá-la, nessa escola onde eu estudava haviam vários times, mas o critério que escolheria o time representante seria o time que fosse bem organizado e conseguisse patrocínio para custear os uniformes,bolas e redes do time.Não importava se o time jogava bem, era necessário patrocínio. O prêmio seria troféus e medalhas. Eu ja fazia parte de um time, e resolvemos entrar nessa disputa, eramos todas amigas e já jogávamos juntas a algum tempo.

Decidimos então aonde iríamos pedir patrocínio,escolhemos duas empresas da cidade, uma madeireira e uma cooperativa de algodão e soja.

Ligamos nessa madeireira e reservamos 1 horário para sermos atendidas pelo dono da madeireira.

No dia e hora marcada estavamos na sala daquele homem que era um dos empresários mais famoso da cidade. Famoso por que além da grande madeireira que ele era dono, ele também era muito generoso e atencioso com todos. Ao entrar na sala eu logo confirmei que a fama dele era verdadeira.Uma parede repleta de quadros com foto dos times de volei e futebol da cidade,todos patrocinados por sua madeireira,e muitos,muitos troféus e medalhas que enfeitavam aquela sala . Fomos recebidas com um enorme sorriso daquele empresário, que após explicarmos o motivo de estarmos ali ele concordou de imediato em nos patrocinar.Mas...era necessário aceitarmos uma condição... Não poderíamos usar o nome da madeireira como nosso patrocinador pois a madeireira já estava patrocinando um outro time de outra escola.Teríamos então que buscar mais outro patrocinador e usar o nome dessa empresa em nosso time. Aceitamos a condição, esse empresário nos pediu que trouxessemos o valor dos uniformes que ele então patrocinaria nosso time. Fomos até a cooperativa e o presidente Sr. Sakai Kamitani nos recebeu com sorriso aberto, ali foi fácil o patrocínio,pois o presidente era conhecido dos meus pais e acho que por ele ser Japonês e eu também ter descendência japonesa isso ajudou um pouco, ele aceitou nos patrocinar e nos autorizou a usar o nome da cooperativa.

Mas ele avisou que estaria presente em todos os jogos pra ver se a gente estava levando com firmeza e garra o nome da cooperativa.

Fomos até a única loja de esporte que havia na cidade, e que por sorte era do meu tio, pesquisamos o preço dos uniformes,e, meu tio deu um abençoado desconto e levamos o valor para o empresário da madeireira que nos deu um cheque para pagarmos á vista os nossos uniformes.

Time formado e patrocínio ganho fomos escolhidas para representar nossa escola naquele campeonato.

Em todos os jogos o presidente da cooperativa esteve presente.O empresário da madeireira esteve presente em um jogo nosso.

Ficamos em terceiro lugar no campeonato e foi uma época que me recordo com muita saudade.

Recordei dessa fase de minha adolescência ao assistir hoje a Ana Maria Braga(olha eu aqui de novo falando da Ana)

É que passou uma menina de 6 anos que ficou doente,com febre alta por que não conseguiu ir ver o show da dupla João Bosco e Vinícius que foram cantar na cidade dela.

A mãe da menina tentou até pedir permissão para o juiz da cidade para que liberassem a entrada da filha e foi negado a permissão.

A menina adoeceu por não poder ir ver o show da dupla e a mãe da menina resolveu escrever um email ao programa da Ana Maria para que a filha conseguisse receber o novo dvd da dupla autografado. #Os cantores decidiram ir ao programa e entregar pessoalmente o dvd para a menina.

E me emocionei ao ver o encontro e a felicidade da menina.

(Veja AQUI como foi esse encontro)

Mas vou agora contar o que tem a ver o meu time da adolescência com o sonho dessa menina?

Vou explicar:

O empresário da madeireira que patrocinou o meu time se chama Teobaldo Karlinke, ele é pai do cantor Vinicius Fernando Karlinke da dupla João Bosco & Vinícius, e hoje ao ver a dupla realizando o sonho dessa menina eu me identifiquei com a alegria dela de ter um sonho realizado.

Nós duas realizamos nossos sonhos,em épocas diferentes,mas,com a ajuda de duas pessoas da mesma família.

Recordei também de uma das vezes em que o Vínicius esteve no campeonato com o pai dele nos assistindo,ele devia ter uns 6 anos. Ele assistiu eu jogar e agora sou eu quem assisto ele brilhar(...é...o mundo dá voltas).

Agora entendo o por que do sucesso da dupla,o carísma que eles tem já vem de outras gerações. E só posso afirmar que ELES MERECEM estar onde estão.

E que Deus continue abençoando a vida deles.

O time do Japão deu um show ontem ao jogar contra a Dinamarca, eu cogitei o nome do Honda no post anterior e ele foi quem fez o espetáculo. Os japoneses hoje só comentavam sobre isso, e a festa em Tokyo varou a madrugada.A japonesada não esperavam que iria chegar até aqui, e eu espero muito mais.Acredito que o Paraguai vai perder de lavada do Japão.

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E a seleção brasileira?

Jogou bem?

Como explicar então o resultado de 0x0 entre Brasil e Portugal?

Um dos dois jogou mal, por que o Brasil ganhou no sufoco da Coréia, Portugal goleou a Coréia e hoje acabaram de empatar Brasil x Portugal no 0x0... Pelo resultado de hoje eu entendo que o Brasil jogou até bem (não fez gol, mas também não sofreu nenhum gol), ou será que o Kaka fez falta? Talvez porque faltou Elano e Robinho?

Se você conseguiu entender o que houve,me explica?

terça-feira, 13 de abril de 2010

UMA CASA NA ÁRVORE

Minha amiga Liz do blog SEBÃO LITERÁRIO, postou uma crônica da Danuza Leão,que me fez recordar minha infância no interior do Mato Grosso do Sul onde morei até os 17 anos.
Tive uma infância maravilhosa com direito a poder brincar na rua de casa até tarde da noite,fazer fogueira nos meses de festa junina,brincar de todas as brincadeiras da época e principalmente e especialmente....Subir em árvores...
Em casa tinha várias árvores mas a mangueira era a minha preferida, porque ela era enorme,seus galhos se sobressaiam para todos os lados,me sentia a Jane do Tarzãn, de todos os galhos eu adorava um que chegava ao telhado de minha casa.
Por ele eu subia no telhado e ficava lá em cima olhando a rua,vendo as pessoas passarem e eu me divertia também deitada no telhado olhando o céu e imaginando imagens com as nuvens.
Para descer era fácil, eu virava o Batman e descia pelo cano que sustentava a antena da tv, fazia igual o Batman quando ele recebia o sinal,descia pelo cano pra ir pra batcaverna,no meu caso eu ia era correndo sintonizar os canais da tv, por que essa minha aventura imaginária deixava meu pai furioso se ele ligasse a tv a noite e a antena estivesse mal sintonizada.
Difícil relembrar de minha infância sem aquela mangueira, nos dias de prova na escola, eu subia na mangueira para decorar a matéria, lembro de ter decorado todas as capitais,tabuada e a tabela periódica dos elementos, ficava balançando nos galhos da mangueira,com caderno na mão, parecia que assim as idéias balançavam e davam espaços para outros aprendizados.
Eu tinha um sonho...
Um dia morar lá em cima, construir uma casa naquela mangueira,e, até tentei. Mas o máximo que consegui construir naquela mangueira foi um balanço.
Com 15 anos esqueci a mangueira, já não podia mais subir lá porque já não era tão mágico o fato de subir em uma árvore,outras coisas tomaram o lugar,comecei a trabalhar em 1 despachante,estudava a noite e não sobrava mais tempo pra ser Jane e nem Batman descendo pela antena de tv.
Depois de uns anos fui morar no exterior e quando retornei fiquei triste ao ver que meu pai tinha cortado a MINHA mangueira, e no local ele cimentou e fez garagem.
Da mangueira só restou a minha doce lembrança de infância e na boca o gosto de manga verde com sal.
Mas ainda tenho o sonho de ter uma casa na árvore...